Exemplar da primeira edição de Os Sertões, de Euclides da Cunha, publicado em 1902, é arrematado por 143 mil reais. O valor, considerado o mais alto alcançado por um livro no Brasil, foi, certamente, motivado pela história do exemplar, por pertencer à origem da obra. Literariamente, há alterações para cada edição de Euclides em vida. Ele era perfeccionista e mudava o texto, corrigia, alterava vírgulas e expressões. Corrigiu até morrer. Deixou originais rabiscados. O que nasceu bom, foi melhorando, pelo menos na ideia do autor.
Há na literatura universal uma obra mais complexa e linda? Se há, são poucas, e não maiores, apenas iguais. Dante, Cervantes. Mas Euclides escreveu sobre o Brasil em português, e sua beleza complexa só é perceptível por brasileiros que sejam minimamente alfabetizados.


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