sábado, 19 de maio de 2018

JB. O triste fim de vida de João Gilberto, a voz da Bossa Nova.

     Trago para cá este bom editorial do novo Jornal do Brasil falando sobre a difícil situação de João Gilberto, que já caiu no conhecimento público. João, como todo gênio, carimbou o talento da musicalidade em um estilo único, criando uma batida de violão que é escola até hoje. Ainda como todo gênio, sempre foi pessoalmente meio chatinho, enjoado, excêntrico e docemente folclórico. E, por fim, como todo gênio, não soube administrar a vida patrimonial. Agora, velhinho, vive em meio a cizânias familiares. Clique na foto para ler. 



     Para ouvir trabalhando. Dê o play e vá fazendo outras coisas. João em 1959, LP Chega de Saudade.

01. Chega de Saudade, 02. Lobo Bobo, 03. Brigas Nunca Mais, 04. Hó-bá-lá-lá, 05. Saudade Fez Um Samba, 06. Maria Ninguém, 07. Desafinado, 08. Rosa Morena, 09. Morena Boca de Ouro, 10. Bim Bom, 11. Aos Pés da Cruz, 12. É Luxo Só



sexta-feira, 18 de maio de 2018

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Cedric Burnside. Mellow Peaches.

     Blues autêntico, mais puro do que a água dos polos. Gravado no Ground Zero Blues Club, Clarksdale, Mississippi. Ab canção Mellow Peaches é gravação dos anos 60 de R.L. Burnside, avô de Cedric. 




quarta-feira, 16 de maio de 2018

Renato Sorriso e o grupo Laranjinhas da Comlurb.

     Hoje é o Dia do Gari, assim denominados os varredores de rua das prefeituras do Brasil.

    Depois de ficar famoso na Sapucaí, passando a vassoura e dançando durante os intervalos das escolas, Renato Sorriso hoje é o "garoto propaganda" dos serviços públicos municipais do Rio de Janeiro, especialmente da Comlurb, a companhia de limpeza urbana. Figuraça simpática cujo nome já diz tudo. 



     Só um detalhe a reparar: lá atrás das imagens do vídeo, o famoso santuário da Penha, zona norte do Rio, e a igreja no alto da rocha, a 154 metros. 

Virais quase engraçados. 16.05.2018.

A dona mandou ele comprar dois quilos de coxão mole e quatro gomos de linguiça. 

Casamento com música triste do Naruto. 

Dando papinha para o Jason.
 

terça-feira, 15 de maio de 2018

O humor de Patrick Chappatte para o The New York Times.

     O multinacional Chappatte nasceu no Paquistão de mãe libanesa e pai suíço e cresceu em Cingapura e Genebra. Mora em Nova York. Este cartum demostra sua última visão sobre o conflito em Gaza. Clique na imagem e veja mais trabalhos dele para o NYT.



Estreia. Documentário O Processo.

     O filme O Processo, documentário de Maria Augusta Ramos abordando o impeachment de Dilma Roussef, estreia quinta-feira, dia 17 de maio. Assunto complicado. Se mostra um lado só, é parcial, se mostra os dois, não toma posição nenhuma. Mas é preciso ver o filme para julgar com mais profundidade. Eu, particularmente, vejo a realidade por dois pontos. Entendo que houve sim, um golpe, uma articulação para desviar o PT do poder, envolvendo imprensa, judiciário e parcela do Congresso. Manipulações, articulações a meia voz que vieram à tona e entendimentos enviesados de conceitos constitucionais tornaram tudo muito evidente. Mas o PT tem seus pecados. Se promovesse à vontade seu projeto, trilharíamos um caminho não muito alvissareiro. O Brasil é grande demais e a capa não serviu. Será isso que o filme mostra?

 

     E eu não tenho dúvidas de que este filme, seja como for, é bem mais validamente ilustrativo do fato histórico do que aquela série fajuta e cheia de mentiras do Zé Padilha.

Fotojornalismo. Conflitos em Gaza.

     Enquanto os Estados Unidos inauguravam embaixada em Jerusalém, protestos irromperam na fronteira com Gaza. A cena mostrada ao mundo é a estranha covardia de sempre, com soldados bem armados enfrentando manifestantes que utilizam pedras e estilingues. Resultado: mais de cinquenta mortos de um lado só. Claro, do lado mais fraco. Ouso dizer que organizações palestinas utilizam manifestantes de peito aberto como fábrica de mártires. Por outro lado, não há como evitar o julgamento de que a responsabilidade pela tragédia é da prepotência do sionismo e da política externa de Trump. Jerusalém não é apenas israelense.


Mulher participa de protestos em Shuja'iyya, fronteira Israel-Gaza. (Ali Jadallah, Anadolu Agency-Getty)

segunda-feira, 14 de maio de 2018

O prêmio da Eurovision 2018.

     Vencedora a "cantora" (?) israelense Netta, com alguma coisa que fala sobre uma galinha. Tem muita gente descendo o pau na premiação, dizendo que foi tudo armado para darem o prêmio para Israel por vários motivos, como, por exemplo, o aniversário do Estado de Israel e o anúncio de que o próximo concurso Eurovision será realizado em Jerusalém. Mas Jerusalém não é Europa e nem é a capital de Israel. Este ano a premiação ocorreu em Portugal, país do vencedor do ano passado, fato que também desperta suspeitas em alguns, que dizem que o vencedor é sempre o representante do país onde será realizada a próxima competição. O vencedor do ano passado, o português Salvador Sobral, é bem contestável, apesar da voz diferente. Tudo isso seria o de menos não fosse essa música da galinha, aí, no mínimo, estranha. Não entendi nada da letra, mas o gestual compromete, hehe. Fala sério. Bem, fato é que os festivais vêm dando exemplo de tentativa de renovação, como ocorreu ano retrasado com Sanremo, onde a vencedora foi uma canção onde havia uma macaca dançando. Renovação zoológica.

 

     Ano que vem, se tudo der certo, concorro em algum festival com minha canção Jacaré Apaixonado.

domingo, 13 de maio de 2018

89 anos de Angela Maria.

     Olhaí que maravilha. Neste vídeo, Elis Regina confessa sua profunda tietagem. A genial pupila já foi embora faz tempo, mas Angela ainda está por aí, cantando. Uma diva gigante da MPB. Está completando 89 anos de idade e 70 de carreira. Saio um pouquinho do meu hábito de postar vídeos atuais. Mas isso é mais do que antigo, é um documento.




Dias das Mães. Dona Maria da Contemporânea.

   Minha mãe tinha um talento: cantar. Era afinadinha mas correu a vida sem sequer ter tentado alguma carreira. Viveu época difícil, cheia de preconceitos, quando mulheres que iam às rádios cantar eram vítimas de falatório. Precisava coragem. Ela não teve. Acho que isso a feria um pouco. Mas cantava na cozinha e nos ônibus de turismo das excursões que costumava frequentar. Acho também que esta é a razão freudiana para que eu sempre dedique atenção especial a cantoras, especialmente quando vejo talento em novas gerações. Só acho. Não sei. Nunca fiz análise, hehe. E vai aí uma gracinha da velha guarda. A simplicidade da dona Maria, da Contemporânea Discos, no Centro de São Paulo, me lembra um pouco minha mãe.

 

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Bença Mãe, com Carla Casarim e Clayton Gama.

     Este fim de semana comemoramos o "Dia das Mães". Quem tem, cuida.

     A ótima Carlinha Casarim e a canção Bença Mãe. Apesar de conhecida como sucesso do gênero nordestino, cantada e gravada antes por Luiz Gonzaga e depois por Dominguinhos, Bença Mãe é de autoria do meu conterrâneo campineiro, região sudeste, Bob Nelson, que fez sucesso nos anos 50 com imagem de cowboy e cantando yodel.

     A canção Bença Mãe fala do migrante que sai de casa no sertão e vai para a vida. Claro que não é demais lembrar que Nelson Roberto Perez (1918-2009), o "Bob" Nelson, deixou Campinas ainda jovem e foi lutar na vida e cantar nas rádios em São Paulo e depois Rio de Janeiro. Campinas, interior de São Paulo e próxima da Capital, não tem nada de sertão, mas a inspiração é clara. Linda canção. Simples, curta, direta e pungente. Daquelas coisas infelizmente extintas na MPB. E Carlinha é um encanto com voz de fada. Renova e inova, além de pinçar com esmerado gosto composições do passado. Uma mera gravação caseira, auxiliada pelo talento de Clayton Gama, deixa a gente de queixo caído.
   
 
  

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Silibrina nos estúdios de Martin Cohen.

     Som da banda paulistana Silibrina nos estúdios Congahead, em Nova York. A Silibrina tem algo de big band, de Orquestra Tabajara, com molho moderno e pitadas de jazz. Ou o contrário, jazz com pitadas da big band de Severino Araújo. Pois é, temos tendência a ir logo rotulando, mas bom mesmo é abrir os ouvidos sem rótulos. Ouçam aí a Silibrina. Som de prima grandeza viajando e mostrando lá fora a evolução da música instrumental brasileira. 

 

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Far Alamo.

     Interessante curta-metragem envolvendo compilação de filmes de western e animação. Clint Eastwoowd, John Wayne, Lee Van Cleef e outros contra besouros alienígenas. Peço vênia para me estender: gosto de westerns clássicos. O gênero está extinto, infelizmente. Já rendeu muita coisa legal. E torço o nariz para as viagens na maionese dos filmes de ficção científica, com raras exceções. Este curta mistura tudo e ficou até legal. 

 

terça-feira, 8 de maio de 2018

Matéria sobre o documentário nacional. Ex-Pajé.

    Estreou semana passada no circuito nacional o documentário Ex-Pajé. O filme, com direção de Luiz Bolognesi, premiado no Festival de Berlim, denuncia e expõe sobre a cultura indígena cada vez mais massacrada por invasores, como pastores evangélicos. O pajé Perpera Suruí, figura antes respeitada em sua comunidade instalada entre Rondônia e Mato Grosso, hoje tornou-se faxineiro de igreja. 




     Só entendo que é preciso certo cuidado para não supervalorizar a figura de um pajé e vê-lo como um homem que "cura". Já dizia uma crônica de Stanislaw Ponte Preta que o Pajé faz a pajelança e, se não der certo, passa penicilina, hehe. Por outro lado, a desvalorização para que seja substituído por outro dogma alienígena é inconcebível. A cultura indígena deve ser protegida com toda força.
 
      E mais, a civilização de raiz europeia e judaico-cristã, dominante nas Américas, tem muito a aprender com a cultura indígena, como, por exemplo, no relacionamento social, sexual e familiar, no trato dos filhos e animais, a forma de encarar o sexo, bem menos neurótica, e o desapego ao dinheiro e ainda a relação com a natureza, usufruindo sem destruir. A civilização europeia é mentalmente doente, ambiciosa, neurótica, estabelece competições e pressões e é destruidora.