O que eu faço não é crítica. Não sou crítico de porra nenhuma, muito menos de cinema. Não vi o filme e não vou ver. Mas, enfim, faço um comentário sobre algo que me incomoda. Há quem veja no personagem Coringa algo mais profundo do que apenas as besteiras dos comics. Não procede. Besteira é besteira. E aí um cara que era fraco e só apanhava de repente torna-se uma figura forte, arrebatadora, agregadora do mal, cheia de espírito de liderança e vingativa? Inicialmente tudo isso pode parecer uma fábula sobre a alma humana, mas é apenas bobagem mesmo. Ou até pior, sei lá, algo que pode colocar minhoca na cachola de adolescente fraco e mal orientado. Ora, quer algo mais profundo e belo? Leia Shakespeare. Ricardo III, Othelo, Hamlet, Júlio César. O resto é conversa fiada, é Hollywood, é DC Comics, é Marvel e outras xaropadas.
Olha, não sou pedante nem gosto de posar de zé cultura, não sou acadêmico sobre nada, não tenho PHD em nada, e sou, acho, apenas um palpiteiro meio metido a besta, um Paulo Francis caipira que nunca frequentou o Antonio's, mas se tem coisa que eu combato é a pseudo, a falsa cultura. Já veio gente me dizer sobre as "profundidades" de Game of Thrones.


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