Um áudio de Donald Shirley. Gershwin.

     O Oscar de melhor filme para Green Book trouxe luz à personalidade esquecida do pianista Don Shirley. Negro, gay, mas intelectualizado e sofisticado, ele não fazia militâncias, de modo que nunca foi adotado pelas correntes militantes de direitos civis. Há para o filme, até, e inclusive, crítcas desarrazoadas dizendo que ele "não era negro". Injustiça dupla. Ele mesmo, em seu tempo, reconhecia ser vítima desta duplicidade negativa. Sentia não pertencer nem ao mundo "chique" dos brancos e nem ao seu próprio mundo black,

     Olha isso, que bacana. Toda a sofisticação e talento de Shirley para Gershwin.



     

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