Habilidoso e meticuloso, dono de palhetada que soltava notas claras, Jacob do Bandolim (1918-1969) era reaça. Com visão e prática tradicionais para a vida, e especialmente para o choro, tendia a rejeitar inovações. E dizia que depois dele o bandolim chorão desapareceria. Errou. Há muitos jovens atualmente que tocam bandolim. Muita gente boa. E muita gente criativa, que inova. Mas Jacob, pelo apuro técnico, pela palhetada única, pelos instrumentos mágicos feitos sob encomenda (bandolins nº 1 e nº 2, hoje no MIS do Rio), ainda é insuperável.
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- Elcio Mantovanelli
- Advogado, bugrino, blogueiro e diretor da ACHESP (Associação dos Chatos do Estado de São Paulo).
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