E continuando com os papos que eu ouço no sábado de manhã, comendo pastel de carne com guaraná caçulinha, lá no mercadão municipal.
A coisa, como sempre, vinha de longe, mas eu prestei atenção só nesta parte final.
As duas mulheres estão assoprando o pastel quente. Uma delas solta a pérola:
- E não é que eu peguei o Vantuil passando a mão debaixo da saia da empregada?
A outra deixa o pastel no balcão e cobre com as mãos a boca aberta, em gesto de estupefação.
Ela continua:
- Ah, mas isso não vai ficar assim não. Vou à forra. Vou mandar bala. Vou debulhar a espiga. Vou descabelar o palhaço.
Dei uma boa olhada no material para ver se valia a pena. Não valia.





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